Até julho, Tapiraí deverá montar uma Unidade de Suporte Avançado – USA, igual a ambulância do Samu (a custos muito mais baixos para manutenção), para atender os munícipes tapiraienses.
A falta de garantia de vagas para enviar pacientes atendidos pelo Samu Regional, aliado ao alto custo para a manutenção dos serviços, fez com que diversas cidades desistissem do projeto de implantação da unidade e desenvolvessem alternativas a esse serviço. Segundo declarações da Secretaria de Saúde de Sorocaba, cidade que deverá funcionar como Central Reguladora do Samu Regional, o serviço não poderá entrar em funcionamento enquanto um novo hospital não for construído, pois não há local para direcionar os pacientes.
Aliado a falta de vagas, o custo para manter o Samu Regional chega a cerca de R$ 40 mil por mês, para se manter uma única ambulância. Só com pessoal, a cidade gastaria R$ 24 mil, mais R$ 0,30 centavos por habitante de Tapiraí (pagos mensalmente para Sorocaba) para manter a Central de Vagas de Sorocaba, além dos valores repassados para a Central de Regulação e a criação de infraestrutura própria para a Base Operacional, alcançando os R$ 40 mil.
“Com esses custos mensais, podemos manter mais dois médicos atendendo na cidade”, afirma a Diretoria de Saúde de Tapiraí. “Todas as ambulâncias da região estão paradas, por falta de local para encaminhar os pacientes. Algumas cidades montaram suas equipes, estão custeando-as, mas sem qualquer resultado prático pela inoperância da Central Reguladora do Samu Regional”, informa a Diretoria.
A Diretoria de Saúde de Tapiraí informou que a cidade optou pelo Samu Regional mediante a garantia da disponibilidade de vagas para os pacientes encaminhados. “Mas depois recuaram das informações e não garantiram essas vagas, ou seja, o problema com a falta de vagas continuou igual”, explica a Diretoria.
A Secretaria de Saúde de Sorocaba foi categórica: “Nós temos um problema crônico na cidade que são leitos de UTI, principalmente UTI pediátrica. Então se eu não tenho este encaminhamento como é que eu posso regular um caso? Mandar para outras cidades? Que outras cidades?”, disse o secretário da pasta.
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